Bicicleta: o meio de transporte do futuro


A vida moderna leva cada vez mais pessoas aos centros urbanos, o que tem causado superlotação nos transportes públicos. Automóveis, que custam cada vez menos e têm cada vez mais facilidade de financiamento, também se tornam um problema das cidades hoje. O número de veículos motorizados circulando ao mesmo tempo causa, além de problemas como grandes congestionamentos e acidentes, muita poluição, tanto do ar quanto sonora. Isso trouxe uma preocupação crescente com o chamado desenvolvimento sustentável, ou seja, um modelo de desenvolvimento que usa os recursos naturais atendendo as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Diante deste cenário atual, ela aparece como uma das soluções e como o meio de transporte do futuro: a bicicleta. A Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu a bicicleta como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta, pelo baixo impacto que causa ao ambiente, pelo porte da infra-estrutura necessária à circulação e ao estacionamento, que demanda pouco espaço, e pela ausência de ruídos e de emissão de gases poluentes. Além disso, é uma alternativa ao alcance de todas as pessoas, não importando a renda e podendo ser usada por quem tem boa saúde, desde a infância até a idade mais avançada.

Em cidades da Europa seu uso já é bastante comum. Na Suécia, um país frio, 33% de todo o deslocamento realizado na cidade de Västerãs (115 mil habitantes) é feito por bicicleta. Na Suíça, que não é um país plano, a bicicleta é utilizada em 23% dos deslocamentos na cidade de Basiléia, com 230 mil habitantes. Em Redmond, noroeste dos EUA, os ônibus urbanos têm espaço para transportar duas bicicletas, e até mesmo os paramédicos as utilizam.

A inclusão da bicicleta nos deslocamentos urbanos deve ser abordada como elemento para a implementação do conceito de mobilidade urbana sustentável como forma de redução do custo da mobilidade das pessoas, inclusão social, de redução e eliminação de agentes poluentes e melhoria da saúde da população.

Adequando-se a esta realidade e pensando no meio ambiente e no bem-estar da população, a Prefeitura de Piraquara incluiu no Projeto Novo Centro uma ciclovia pavimentada, já implantada na avenida Getúlio Vargas. Outros locais da cidade também já possuem ciclovia, como por exemplo as ruas Herbert Trapp e a Pastor Adolfo Weidmann. Porém, junto com as vias cicláveis (espaço destinado especialmente para a circulação de pessoas utilizando bicicletas), também surgem dúvidas sobre o uso da ciclovia e os direitos e deveres dos ciclistas.

Direitos e deveres no uso das ciclovias
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, é direito de todos andar de bicicleta em qualquer rua da cidade, porém certos cuidados devem ser lembrados e respeitados, como por exemplo, usar os equipamentos de segurança (buzinas,lanternas e espelhos), pedir passagem com o aceno dos braços, circular no mesmo sentido dos outros veículos (sejam eles motorizados ou não) e transitar sempre pelo lado direito.

Outros pontos importantes a serem lembrados por quem é ciclista ou pretende ser são a manutenção da bicicleta e o respeito não só com os motoristas de automóveis, mas também com outros ciclistas. Calcula-se que de 10 a 15% das mortes de ciclistas no Brasil sejam causadas por falhas mecânicas das bicicletas, e que mais de 50% dos acidentes envolvendo bicicletas ocorrem por culpa dos próprios ciclistas.

Apesar desses dados, está comprovado que o uso adequado da bicicleta não traz somente benefícios físicos, mas também financeiros e ambientais. Além de não poluir a atmosfera, o uso da bicicleta ajuda a combater o estresse, o colesterol alto, a diabetes, e ainda traz mais resistência física para o seu condutor. O bolso de quem pedala também fica mais cheio, pois a pessoa que anda de bicicleta acaba não utilizando o transporte público ou gastando com combustível. Sendo usadas de maneira consciente, a ciclovia e a bicicleta trazem benefícios a todos que optam por sua utilização, de forma direta, ao meio ambiente, e a toda a população, mesmo de forma indireta.

Fonte: http://agoraparana.uol.com.br/index.php/cidade/piraquara/3606-piraquara.html

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